Senhor deputado a vida do meu cão vale tanto como a sua.
A Associação Animal repudiou hoje a visão do líder parlamentar do PSD sobre os direitos dos animais. Em comunicado, dizem que o social-democrata mostrou “um assustador trogloditismo pré-científico, racionalmente oco, socialmente atávico e politicamente irresponsável” na entrevista que deu este fim-de-semana ao semanário “Sol”.
Paulo Rangel defendeu, entre outras coisas, que não faz sentido haver um Dia do Cão ou um Dia dos Animais, argumentando que “um cão nunca deixa de ser um cão”. “Trocaria a vida do meu cão pela vida de qualquer pessoa em qualquer lado do mundo, mesmo não a conhecendo. Uma pessoa vale sempre mais do que um animal”, lê-se na entrevista.
Por outro lado, o líder parlamentar explica que considera que “os animais merecem protecção mas não são titulares de direitos” pois quem tem obrigação de os tratar bem é o ser humano. “Para mim essa é uma concepção errada [a de que os animais devem ter direitos]. Acho que só as pessoas devem ser titulares de direitos”. “Os animais [também sofrem], mas não sofrem como nós”, acrescentou.
O deputado afirmou, ainda, que algumas tradições como a caça ou as touradas “com determinadas características e determinados limites” são toleráveis por fazerem parte da cultura, bem como o uso de animais no fabrico de vestuário, desde que não estejam em perigo de extinção.
27.10.2008 - 19h48 PÚBLICO